As coisas sagradas de um clube de futebol são: o Hino, a Bandeira e o Uniforme. É bonito de se ver, pessoas desfilando orgulhosamente com a camisa da sua paixão. Não há vestimenta melhor para o desportista, que no seu papel de torcedor, se alimenta freneticamente de emoções. Recordo-me do major Couto Pereira, um dos maiores baluartes da história do Coritiba F.C., vez ou outra, descia ao gramado para confabular e contar passagens como a compra do terreno do extinto Belfort Duarte, hoje o famoso Estádio que leva seu nome de forma merecida. Como atleta interessado, sempre tive a satisfação de conhecer a vida passada do clube e, nada melhor num papo gostoso na beira do campo, com esta figura simpática e enérgica. Num desses dias, o assunto passava a ser o "fardamento" do clube em que pedia fervorosamente, que jamais os conselheiros mudassem as cores dos calções pretos, das meias cinzas e a camisa branca com listras na horizontal com o distintivo no meio do tórax. Claro que seria impossível num mundo moderno que vivemos não se alterassem alguns pormenores. Existe hoje, inclusive, o uniforme de nº 3 para datas festivas. Coisa do marketing. As gerações vão chegando e convivem com o histórico que lhes é apresentado. Como valorizo as cores do clube, entendo que deva um presidente conhecer estas regras e não usar cores do time concorrente, na rua e muito menos em entrevista. Recado para Jair Cirino dos Santos.
Certo ou errado?
quarta-feira, 7 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Regras definidas.
Acompanhei pela manhã a solenidade de Abertura do Campeonato Brasileiro/2008, nas suas séries, determinadas por um calendário estabelecido com antecedência. Muito bom o relato do presidente da CBF, Sr. Ricardo Teixeira, mostrando a realidade na transformação mais adequada e disciplinada do futebol brasileiro, num aprendizado geral de quem está ligado a este esporte. A reclamação era constante, principalmente, na determinação política de cada clube em definir as estratégias e objetivos. Outro fator importante, está na rigorosidade quanto a questão da queda de grandes equipes à 2ª divisão, sem contar com o "jeitinho" tão tradicional nas questões políticas. Exemplos de um Palmeiras, Fluminense, Grêmio, Coritiba e Atlético Mineiro estão bem vivos na memória do torcedor, contando agora com a presença do Corinthians Paulista nesta versão da série B. Somada a isso chega agora uma notícia auspiciosa na proibição de vendas de bebidas alcoólicas nos estádios. Portanto as regras são conhecidas e definidas, deixando para os dirigentes, árbitros, comissões técnicas e atletas profissionais a sorte nos investimentos e que saibam valorizar o esporte em seu todo.
Certo ou errado?
Certo ou errado?
segunda-feira, 5 de maio de 2008
A importância da Base.
Todo título é merecido e deve ser exaltado. Não se deve contestar uma conquista, mesmo admitindo erros de soberba, de uma equipe e diretoria como a do Atlético Paranaense. Quem viu a campanha inicial do Furacão neste estadual, jamais poderia imaginar queda acentuada à frente, principalmente, após a "vitória interna" na busca de uma invencibilidade envolvendo toda uma paixão na confrontação de gerações. Quem trata o esporte com sentimento e entusiasmo, e não como empresário, sabe muito bem tirar proveito das lições constantes a cada dia. Que este título ganho pelo Coritiba F.C., considerado desde o início da competição como inferior ao seu maior concorrente, sirva exatamente o retrato de humildade para os que não admitem levar com desportividade os meandros do futebol. Depois de um início tumultuado, envolvendo diretor e coordenador e, pelo falta de amadurecimento desta nova diretoria, o Verdão Coxa foi ganhando a confiança, mesmo perdendo a Copa do Brasil e errando em muitas contratações. Na verdade a melhor delas foi de Carlinhos Paraíba, um grande trunfo nesta conquista. Fica também a interpretação justa e séria da força de um trabalho anterior, pela ex-diretoria no comando do Gionédis, que em nenhum momento abandonou o verdadeiro trabalho da base. A conquista do 33º título estadual vem somado a conquista do Campeonato Brasileiro Série B , com elenco formado na temporada passada, salientando Édson Bastos, Jéci, Pedro Ken, Keirrison, Douglas Silva, Henrique Dias, Marlos, faltando alguns como Túlio, Anderson Lima e Gustavo. Vem aí a maior competição do Mundo, o tão comentado Campeonato Brasileiro/2008-Série A, e que de uma forma inversa, não venha a soberba alviverde atrapalhar a seriedade de um trabalho constante.
Certo ou errado?
Certo ou errado?
domingo, 4 de maio de 2008
Representação fraca.
A estimativa do Cômite Olímpico Brasileiro (COB), é de bater o recorde na China, contando com mais ou menos 270 competidores, sendo que na última acontecida na Grécia, o Brasil esteve com 247 atletas, aumentando em torno de 10% nesta participação. Pelos dados conseguidos, chegamos a ter em 2004, brigando por medalhas, 29 competidores pelo Paraná, um número bem expressivo. No entanto para Agosto/2008, deveremos ter com certeza que amargar uma delegação bem abaixo do que poderia se esperar Há menos de 100 dias para a próxima Olimpíada, sem exagero, o nosso Estado não terá um número representativo de atletas nas modalidades convencionadas. Com o descaso de um governo que não respira esporte, no Paraná não existe projeto olímpico. O exemplo maior foi a não permanência do brilhante Bernardinho, sem sombras de dúvidas, o maior vencedor em sua área. Procurando saber da Paraná Esporte, informaram que as modalidades que apresentaram projetos viáveis, foram contempladas. Não sei bem dizer qual, o que importa nesse momento e dizer da falta de um maior zêlo com nossos atletas. Podem pesquisar, tiveram que sair daqui para ganharem uma maior estrutura. Chego a péssima conclusão que para os nossos políticos o esporte não dá voto à ninguém. Confesso nunca ter tido uma simpatia pelo modos operantis de Cuba, mas que o esporte está na cultura do seu povo não se discuti.
Certo ou errado?
Certo ou errado?
sábado, 3 de maio de 2008
Simpatia.
A questão da preocupação de quem vai apitar, vem de muito longe nesta cidade e sempre nas etapas conclusivas. Na verdade, o Atlético sempre fez barulho, contando as vezes com o beneplácito de parte da imprensa, fazendo com que muitos acreditem na inversão de valores. Muitos contam histórias, aquela de ouvi dizer, mas nada à declarar. Para quem viveu a prática no campo, sabe muito bem distinguir o que se passa num jogo diferentemente dos bastidores. A briga para levar vantagem sempre teve e terá na esfera futebolística, com agitação antes da partida valorizando este ou aquele árbitro. No ATLETIBA de amanhã, novamente, Héber Roberto Lopes, considerado pela crítica nacional como um dos melhores mas, por aqui, há quem o veja como tendencioso. Falando em árbitro e Atletiba, a pedido dos integrantes do Voz do Coxa, conto uma passagem a respeito. Com argúcia e fino trato, Evângelino, sempre teve bom trânsito com diretores da extinta C.B.D., principalmente com Mozart de Georgi, braço direito do então presidente João Havelange. Sempre que podia viajava para o Rio para almoçar com os amigos. Preocupado também como todos, numa oportunidade soltou a notícia de que o Coritiba gostaria de ter o árbitro, Romualdo Arpi Filho, para aquele ATLETIBA de 1973. A diretoria do Furacão se alvoroçou porque sabia que o chinês era amigo do Arpi Filho, desde a cidade de Santos. Tratou logo de se mexer e exigindo o Armando Marques para esse jogo. Era o que o Evângelino mais queria, Coritiba F.C. 2 x 0 Atlético. Até hoje acredito que exista simpatia na arbitragem.
Quem não conta dinheiro conta, conta história.
Quem não conta dinheiro conta, conta história.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Visibilidade maior.
O que aconteceu com o time mineiro, Cruzeiro das Alterosas, na partida contra o Boca Juniors em Buenos Aires no famoso Estádio La Bombonera, foi fichinha perto de anos passados. Recordo a equipe do Palmeiras, com o famoso esquadrão da Academia jogando em Montivedéo contra o Peñarol, do bom jogador Ledesma e Cia., sendo prejudicado por tudo e por todos. Na verdade o futebol brasileiro não levava a sério a Libertadores de América, pelos desmandos da Sulamericana, que sempre se mostrou forte no comando da política esportiva junto a FIFA. Precisou ser o Santos F.C., com Pelé, para quebrar um pouco dessa hegemonia , lá pelos idos de 62/63. A partir da força da televisão, por sua imagem e, o fator financeiro, o histórico ficou diferente, com os títulos conquistados pelo Flamengo (81), Grêmio (83), o Bi-campeonato do São Paulo de Telê, Vasco da Gama e mais próximo o Internacional de Porto Alegre. Como disputar uma Copa do Mundo, que sempre foi o fascínio do povo brasileiro, as equipes em outros tempos não se convenciam de uma melhor presença neste torneio sulamericano. Hoje, com uma mídia esportiva mais constante sobre os feitos dos principais clubes brasileiros, sentimos uma maior exigência do próprio torcedor, nesta participação que eleva sem sombras de dúvidas o prestígio interno e externo. Vejam os senhores, com as presenças de Fluminense, Santos, Flamengo, Cruzeiro e São Paulo, buscando neste real momento, que poderemos ter uma final com times brasileiros. Outros tempos.
Certo ou errado?
Certo ou errado?
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Sócios valorizados.
A melhor relação de um torcedor com o clube é tornar-se sócio. Exibir uma carteirinha com o símbolo da sua paixão futebolística, é no mínimo valorizado e não se discute. Independente da profissão atual de radialista e jornalista me orgulha muito possuir uma passaporte do Coritiba F.C. como campeão vitalício, assim como sócio benemérito do C.A. Juventus da Moóca, ambos por minha participação como atleta vitorioso. Na Itália os tifosis adquirem com antecedência, o carnê numerado sendo esse o passaporte garantido para todos os jogos em casa do seu clube. Conheci bem o trato com os simpatizantes do calcio quando de uma cobertura radiofônica na Copa do Mundo/90. Lembro também ter conhecido a sede de um dos clubes mais ricos da Europa, o Barcelona na Cataluña. Posicionado ao lado do Estádio Camp Nou, com uma boutique de fazer inveja, repleto de artigos esportivos e históricos, falei com um sócio a respeito das facilidades obtidas na admissão ao clube. Entre uma coisa é outra com um largo sorriso mostrou sua carteira de nº 80 mil e alguma coisa, e o recibo no valor de 500 dólares anuais tendo garantido uma posição de cadeira no estádio. Claro, sem discutir a maior organização dos clubes europeus, vejo com bons olhos um início que poderá fortalecer os clubes da nossa capital, ao dar preferência do ingresso nos jogos à aqueles adquirentes das cadeiras como sócios. Com o preenchimento máximo, determinado pela venda antecipada aos sócios de carteira, a bilheteria passará no futuro a não ter nenhum valor.
Certo ou errado?
Certo ou errado?
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