sábado, 1 de novembro de 2008

Gente com a marca alviverde.

Quando envolve a paixão do torcedor, sabemos que qualquer que seja o assunto se torna polêmico e a tendência é que a verdade passa a ser de todos, no combate a utilização dos melhores propósitos, mas, quando a falta de argumento ultrapassa a ignorância, aí sim, não se chega a caminho algum. Por conviver na imprensa, já são 34 anos, trabalhei com vários profissionais, alguns se identificando como bons parceiros, outros como passagem natural da profissão, veio a lembrança a figura do Munir Kalluf, ao receber telefonema de seus filhos, Miguel e Marcelo. Sempre orgulhosos pela vida presente e dos muitos anos convivendo com a trajetória do pai, coxas natos, vivendo de forma significativa na comunicação constante com a comunidade alviverde, tendo profundidade nas dificuldades políticas em poder colaborar com o clube, e sabedores da barreira forte quando se tem a frente pessoas que nunca passaram pela porta e se julgam autoridades no assunto. Quantas histórias podem ser contadas, pois, viveram intensamente a vida esportiva do Munir, quando diretor nas conquistas em 68/69 no comando do futebol bi-campeão alviverde e em outros momentos como no título do campeonato paranaense em 99. Formou-se, passando a ser professor na cadeira de Preparador Físico da Universidade Federal do Paraná, trabalhando também, por alguns anos na imprensa, inclusive, indo buscar novos horizontes no Japão onde esteve por 7 anos em Universidades, fazendo parte da elaboração do futebol profissional na Liga Japonesa. Um dia na cidade de New York, contou-me do seu sonho um dia chegar a presidente do Coritiba F.C., mesmo sabendo que teria manifesto de contrariedade, esbarrando no seu lado polêmico e na intransigência de muitos conselheiros. Com mágoa, foi desenvolver seu trabalho em várias equipes onde sempre mostrou sua capacidade organizacional. O engraçado é que Munir Kalluf nunca precisou do dinheiro do esporte, pois, sua condição financeira era ótima e ficou na área até onde pode por gostar do meio esportivo. De repente fiquei flutuando nessas lembranças. Portanto, Miguel e Marcelo, vocês tem mais de se orgulharem e sejam os portadores na intenção de participarem na vida alviverde, dizendo que guardo com carinho as bonitas palavras que ouvi.
Quem não conta dinheiro, conta história.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Ninguém pode viver de mentira.

Enquanto conversava ontem com o excelente profissional Silas, de Irmãos Abage, aliás, o que tem de coxa por lá não é brincadeira, tocava meu celular e na ponta da linha estava Rodrigo Sell, jornalista da Tribuna do Paraná, em tomar certeza das coisas para repercutir a respeito do acontecido nos vestiários do Couto Pereira quando o técnico Dorival Júnior fez críticas a minha pessoa, falando do meu interesse em desestabilizar o ambiente do clube. Quem está no futebol há muito tempo, sabe destas conversas de bastidores, quando da perda de argumento se lançam contra este ou aquele por ouvir dizer. Santa ignorância. Dias atrás, em um debate esportivo, analisando o contexto especulativo do dinheiro do mundo, com conhecimento do futebol inglês que deve em torno de 6 bilhões de dólares, lendo constantemente mudanças no panorama de esportes de grande porte, como futebol e Fórmula 1, preconizei a minha preocupação quanto ao custo de um clube não se cuidar com salários que venham a prejudicar administrativamente o futuro desta entidade. Veio a baila, a dificuldade que é de todos, colocando-se como exemplo o Coritiba F.C., extrapolando em sua folha de pagamento e encargos. Pensando em algo mais profundo, porque sei que o administrador que fugir do orçamento, fatalmente estará prejudicando o clube a frente, em que o dirigente passa mas, o clube fica, alguém assoprou de forma leviana que estaria contra o salário do treinador do Verdão. Nunca foi minha preocupação , nem como jogador, quem ganha e quanto. Agora ninguém gosta de que mexam no seu bolso. Pois bem, já que o rapaz se posicionou desta forma, tenho também uma oportunidade de comparações. O Paraná Clube, há dois anos atrás, convidou o técnico Caio Jr., que estava comentarista, a trabalhar no clube, por um salário bem abaixo de suas pretensões, mas sabedor que poderia ser um trampolim aceitou, trabalhando exaustivamente e por ironia do destino, conseguiu chegar a classificação de uma Libertadores de América. Sucesso absoluto. Outro exemplo a vinda do técnico René Simões, que aceitou orgulhosamente o convite, não vou expor seu salário, mas sei do valor, e foi campeão da Série B. Muito bem, como nunca ouvi por parte deles, preocupações quanto esse assunto, valorizo-os e torço ao mesmo tempo pelos seus sucessos. Agora quem vem a público demonstrar fraqueza que estão prejudicando seu valor profissional, seja pelo menos vencedor ao seu torcedor, pois, não vou me admirar de sua saída com desculpas esfarrapadas. Outra coisa, se a diretoria do Coritiba entende que deva renovar seu contrato, ela é bem responsável para tanto, sem com isso venha a prejudicar seu orçamento. Quanto a entrevista ao Rodrigo Sell, como não li a matéria, aproveito e coloco a minha verdade no contexto.
Certo ou errado?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Parabéns a torcida alviverde.

Depois da derrota humilhante do Coritiba F.C., de Cirino, Francisco Araújo, Jamelli, Halilla, Eduardo Jaime, para o Flamengo em pleno Maracanã, por 5x0, e por conhecer (e muito) o torcedor alviverde, sentia nos contatos pessoais, que o caminho do "treineiro" Dorival Júnior estaria em vias de choque, com a inteligência e cultura esportiva que se instala nos jogos dentro do Estádio Couto Pereira, através da conduta abalizada da galera. Tem um ditado que diz "o bom cabrito não berra", por onde seria, se fosse inteligente, o melhor caminho a ser adotado por ele, quando de seus absurdos erros que vem cometendo, aplaudir o conceito do torcedor, quando este, que vinha pedindo ao longo do jogo de ontem, na fragilidade do Galo Mineiro por ter sido obrigado a colocar em campo um time praticamente de reservas, a entrada do gringo Ariel. Fica no ar a dúvida deste conceito de fragilidade que tem o atual técnico do Verdão, que sempre se mostrou temeroso colocando seu time jogando sem a necessidade defensiva. Foi assim no Rio, quando demorou uma eternidade para fazer a leitura do jogo e para completar a ira do torcedor, a não inclusão de um jogador raçudo para quebrar a linha de 4 que fatalmente o adversário viria ontem, por colocar um beque de espera. O que faz nessa hora o torcedor para acordar o técnico amedrontado, chama-o de "burro, burro". Com sua atitude tomada após a partida se atirando em pessoas da imprensa, conheço bem esta história, tentou fazer uma defesa a esta diretoria com única intenção de obter vantagens para uma renovação precipitada, errou e se mostrou aturdido contando com uma imaginação fértil, esquecendo-se que só com bons resultados é que se obtém uma guarida na permanência do seu trabalho. Voltar-se contra a galera, erroneamente, entendendo que seu conceito é o melhor, é desprezar o que há de mais sagrado num clube, que é o sentimento do torcedor, que vibra nas sociais e gerais do Estádio, lembrando sempre que o histórico do Coritiba F.C., é muito bonito para se ter técnicos e dirigentes "juvenis" em seus quadros. Como exemplo tiro na lembrança do trabalho do técnico René Simões, que se juntou ao torcedor, inclusive, se comunicando por cartas no apreço que tinha dentro do seu conceito de inteligência, ou seja, dar a devida importância a galera.
Certo ou errado?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Maradona o técnico eleito.

Até que estava demorando o convite em que o maior ídolo da história do futebol platino, Diego Maradona, viesse a compor uma comissão técnica da Seleção Argentina de Futebol. Antes que alguém possa fazer algumas comparações, principalmente, com o técnico Dunga do lado de cá, noto que existe uma diferença muito grande em todos os sentidos, tomando-se por base o que representa o píbe para seu povo. Importante dizer a diferença de comportamento, cujo povo argentino dá ao seu ídolo uma demonstração de paixão que extrapola a normalidade, pois, fosse em outro lugar, o exemplo como figura humana não seria o mais indicado nos hábitos descontrolados em prejuízo a sua pátria e a própria saúde. Mas devo reconhecer que o torcedor brasileiro nunca viu em Dunga uma obra prima jogando e de certa forma sua dificuldade em se pronunciar como também pela antipatia que passa quando das entrevistas enfadonhas . Sem querer fugir do assunto, lembro-me bem quando da inclusão do Capitão Cláudio Coutinho na direção da seleção brasileira em 1977 nas Eliminatórias da Copa na Argentina, em sua parte final realizada em Cali na Colômbia, onde em alguns momentos de prosa notava sua capacidade cultural esportiva, mesmo que entendendo nunca ter chegado a condição de um estrategista, notabilizava-se por retóricas como a do "ponto futuro e o famoso overlaping", escancarando um carisma de seriedade e sobriedade, mas com muita educação. Foi campeão moral na Copa da Argentina e chegou a ganhar alguns títulos pelo Flamengo. Com certeza seria hoje o melhor de todos na condição teórica. Voltando ao tema, muitos poderão estar pensando que o Maradona não terá êxito em sua missão, vejo por outro ângulo a inclusão do ídolo argentino que somará o amor pela pátria e sua perspicácia na montagem de uma comissão técnica, desde já, contando com o grande técnico Bilardo para sua consultoria. Portanto as diferenças poderão ser notadas futuramente no futebol argentino, na qual o indicativo de sentimentalismo estará junto a performance coletiva.
Certo ou errado?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Muita dúvida e pouco planejamento.

Após a rodada deste meio de semana, a grande pedida e que tomará conta da mídia esportiva será o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Interlagos, neste próximo domingo. Aliás, o time que estará transmitindo esta corrida aqui pela Rádio CWB, já está concentrado e com todos os pormenores, como já me adiantou o locutor 5 estrelas, Edemar Annuseck, com toda a sua experiência. Ainda falando a respeito da Fórmula 1, fui surpreendido no e-mail enviado pelo excelente profissional, Jarbas Duarte, com quem convivi em São Paulo nos tempos de Rádio Tupi, nas transmissões do ano de 1991, na grande conquista do mito Ayrton Senna. Claro, surpreso, isto porque uma das minhas grandes falhas, sempre foi nunca ter tido a paciência de gravar grandes eventos que participei, no que agradeço o carinho do envio desta gravação(vide blog anterior), lembrando um pouco da emoção vivida numa corrida maravilhosa em Silverstone, na Inglaterra, trazendo fatos em coberturas "malucas" nesta modalidade de automobilismo. Voltando ao futebol, naquela dificuldade em saber quem será o campeão e a lista do descenso, olhei a tabela pela enésima vez e confesso não saber o que acontecerá daqui para frente, pois, os nervos dos torcedores estão a flor da pele, a imaginar também que não passa pelas cabeças dos dirigentes, atingidos por suas performances, um tempo de analisar planejamento para ano seguinte.
Certo ou errado?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Grande Prêmio da Inglaterra, em 1991, pela Rádio Tupi.

Gravação de um momento do Grande Prêmio da Inglaterra, em 1991, Hidalgo com Jarbas Duarte, pela Rádio Tupi AM - 1150 KHz de São Paulo, ano que o Senna foi campeão do mundo.

René Simões em alta.

Quando o Dr. André Ribeiro, vice-presidente do Coritiba F.C, ligou-me uma noite para saber a respeito do técnico René Simões, pois, a diretoria entendia que não deveria mais continuar com o técnico Macuglia, lembrei-me quando de sua passagem por aqui, em um momento que retornava ao futebol brasileiro, e a pedido do empresário Joel Malucelli, proprietário da programação da Rádio Globo de Curitiba, para que desse uma atenção a ele quando comandava o futebol desta emissora. Ficamos por vários dias, convesando a respeito do futebol, chegando a estar em algumas transmissões lado a lado. Quando retornou ao Rio de Janeiro, soube dos elogios feitos ao futebol paranaense, diziando por e-mail, que gostaria de trabalhar um dia por aqui. Foi a oportunidade. Como conhecia o comando do Giovanni e sua diretoria, sem titubear, disse ao Dr. André, confirmar sua contratação, por ser naquele momento, o profissional gabaritado para a função que acima de tudo seria necessária por sua cultura esportiva e a psicologia no trato com as pessoas e a vida na sua importância. A história agora todos sabem, René Simões foi o personagem a dar equilíbrio em todas as áreas do clube, chamando atenção para seu comprometimento, chegando a escrever cartas para o torcedor, coisa jamais vista num futebol mercenário. Se já não bastasse o retorno a divisão de elite, sentia que o desejo da diretoria seria o título onde foi buscar naquela tarde quente em Recife, quando virou o placar para 3x2 contra o Santa Cruz. Ainda no hotel, na volta do jogo, foi ao meu encontro e disse em agradecimento com toda a diretoria do Gionédis ao lado "Obrigado por seu apoio". Coisas do futebol. Para acrescentar a figura exposta em comentário, René Simões, revive no Fluminense o que fez pelo Verdão Coxa Branca. Como é bom elogiar.
Quem não conta dinheiro, conta história.