quinta-feira, 30 de maio de 2013

A polêmica do gramado.

A dúvida quanto a jogar num campo ruím, quando um time é considerado de melhor qualidade, é do prejuízo técnico e coletivo. Levanta-se esta polêmica para quem nunca colocou uma chuteira e tem lá sua visão a respeito.Como jogador de futebol, tinha como característica de atuar com a bola no chão, e particularmente, sofria muito com a falta de um bom gramado.Falando de outros tempos, na verdade poucos campos de futebol no Brasil poderiam ser considerados de boa aceitação. Mesmo assim, viramos o país do futebol com várias conquistas pelo mundo. Se falar que nem mesmo o Estádio do Pacaembú e Maracanã tinham bons gramados, imaginem os senhores, os campos do interior paulista, principalmente, pelo exemplo de ter jogado meus primeiros dez anos como profissional.Com isso o sacrifício era gigantesco e o negócio era adaptar-se ao terreno de jogo com seus muitos buracos e locais sem a devida grama.

Um campo de jogo, em que atuei por muitos anos, foi o Estádio Belfort Duarte, hoje, o Couto Pereira. Se mostrar algumas fotos que tenho guardado, minha gente, é tentar imaginar como se jogava em determinadas épocas do ano, pois quando a temperatura baixava, era um Deus nos Acuda. Naquele espaço da meia cancha, por onde andei bastante, praticamente sempre careca, havia a necessidade de atuar com chuteira de borracha e pedir ao dedicado funcionário, Toscano, administrador do estádio, que molhasse a “grama” pois até o orvalho prejudicava. Quanto a bola do jogo, lembro-me do querido e saudoso, Adelino Pepe do Vale, que não enchia, totalmente, o “balão de couro”. Na década de 70, os únicos gramados para rolar a bola , Durival Brito e Silva e o Willie Davis, de Maringá. Arrepia lembrar dos ”gramados” do Estádio Natal Francisco, em Paranavaí, VGD de Londrina, o Estradinha de Paranaguá e o de União da Vitória, meu Deus. Mesmo assim o time alviverde ganhou vários títulos sem reclamar do gramado, pois, era o que se apresentava.

Claro, hoje já se exige um bom piso de jogo, e que de certa forma melhorou e bastante o gramado dos principais campos brasileiros, mais ainda, com a participação brasileira na próxima Copa do Mundo, com estádios modernos e um palco para se jogar com a extrema exigência da FIFA. Falando, então, como nem tudo sai a contento, ontem, os dirigentes do Cruzeiro das Alterosas, cuspiram fogo citando o gramado da Vila Olímpica, entendendo como pode no atual estágio do futebol brasileiro, um time milionário jogar bem num lameado e esburacado campo.

O jogo entre o Atlético x Cruzeiro terminou empatado, ontem, sendo que o Furacão saiu com placar favorável de 2xo, permitindo o Cruzeiro chegar ao empate. Ao comentar essa partida pela Rádio 95.7 FM, tendo conhecimento do time da Raposa, confesso que não poderia imaginar que o Furacão viesse a ter uma boa performance coletiva. Do goleiro Fábio ao Dagoberto, passando por Dedé, Diego Souza, Borges, Everton Ribeiro, e um resultado de vitória(5xo) em cima do Goiás, espera aí, no mínimo seria uma dureza. Mas, o que se viu foi o Cruzeiro achar o resultado, sendo inferior técnicamente em toda essa partida, que foi comandada por um árbitro irresponsável da cidade de Goiania.

O reflexo deste resultado para o torcedor do Furacão é de frustração. Vamos exemplificar que tivesse o Cruzeiro saido a frente do placar, com seu poderoso time, e o Atlético ter chegado ao empate, estariamos todos dizendo que a dedicação e o preparo físico do rubro negro teria feito a diferença. Mas, como foi o inverso, ficou depois do jogo essa frustração do torcedor, mesmo que o gramado estivesse ruím, bem que o Atlético poderia ter saído com a vitória.

Lembre-se : Que o melhor da vida é sua história.



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